Que o mundo vive um momento de grandes mudanças por conta da pandemia causada pelo Coronavírus, todos sabemos. A rotina de toda a sociedade está sendo afetada, com serviços suspensos e atividades paralisadas. E com o torcedor alvinegro não está sendo diferente. Campeonato Catarinense e Copa do Brasil suspensos e atletas da base e do elenco profissional dispensados dos treinamentos nos próximos dias foram algumas das medidas de precaução adotadas pelo clube e pelos órgãos reguladores. Mas apenas o isolamento não basta. Cuidados com a higiene das mãos, limpeza dos objetos e ambientes mais frequentados, entre outros, são algumas das recomendações dos especialistas para evitar o contágio do Coronavírus. Mas há uma outra área que devemos ter atenção: a alimentação. Pensando nisso, Cíntia Carvalho, nutricionista da equipe profissional do Figueirense, resolveu dar algumas dicas alimentares para fortalecer o sistema imunológico.
“Há que se esclarecer, a alimentação de forma geral ou específica não é capaz de evitar a infecção pelo Coronavírus. Entretanto, se o contágio acontecer, precisamos deixar que o nosso organismo trabalhe para nos defender. Vírus cumprem ciclos de ação, e com o Covid-19 não é diferente. É neste momento que o nosso sistema imunológico entra na luta. Aí sim, contamos com a força dos alimentos como fator de proteção, já que muitos alimentos possuem propriedades capazes de dar subsídios para que as células do nosso sistema imune se fortaleçam e se multipliquem, mantendo nossas defesas sempre em ótimas condições”, ressaltou a profissional.
“Resumidamente, se mantivermos uma alimentação adequada, ao ser infectado, os sintomas e mal-estares causados pelo vírus serão bem menores, talvez nem sejam perceptíveis. Isso evita a necessidade de ida aos pontos de atendimento médico, deixando estes para casos que realmente precisam, como idosos e pessoas com doenças prévias”, complementou.
Confira, abaixo, algumas dicas alimentares da nutricionista do Figueirense:
– Aumente o consumo de frutas cítricas, como laranja, abacaxi e acerola, e de vegetais verdes escuros (rúcula, agrião, couve, brócolis etc);
– Garanta o consumo de zinco através de alimentos como: carne, cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico);
– Alimentos ricos em vitamina E, como as nozes, castanhas, amêndoas e óleos vegetais (de girassol, gérmen de trigo, milho e canola) – Principalmente para idosos;
– Evite dietas restritivas neste momento;
– Evite o excesso de açúcar, alimentos ultra processados e com gordura saturada;
– Durma o suficiente e com qualidade (6 a 8 horas por dia, de forma contínua);
– Hidrate-se bem (água, chás sem açúcar, água de coco – do coco);
**Cálculo de necessidade individual do consumo destes líquidos por dia: 30ml por quilo de peso. Ex: se você tem 50 kg, vai multiplicar por 30 = 50×30 = 1500 ml ou 1,5 litros destes líquidos, de forma variada.
– Café, chá verde, refrigerantes tipos cola e álcool tem efeito desidratante;
– O consumo de bebidas alcoólicas em excesso pode fragilizar o sistema imune;
– Alimentos que geralmente não acompanham a rotina da grande maioria das pessoas, mas possuem forte ação de melhora do sistema imunológico: Alho, cúrcuma, frutas vermelhas, gengibre, limão, laranja.
“Aqueles com dificuldade de consumo de água pura, sugiro a elaboração de água saborizada caseira, com gengibre, lascas de limão, laranja, abacaxi, manjericão, cheiro verde e maçã. Também é importante pegar sol, entre 10 e 15 minutos por dia, sem o uso de protetor solar. Isso estimula a produção de vitamina D, que é fundamental para a melhora do sistema imune”, finalizou a nutricionista.